segunda-feira, maio 16, 2005

já vou a caminho

abraça-me então

Silêncio

o ponto final esse já o usei, peço agora perdão

a ti Deus por te pedir que me enfrentasses, quando sou eu que te tenho de enfrentar
a ti mãe, por não me despedir, amo-te, apesar de tudo, sempre te amei
A ti mor, por ser como sou..-

contei os astros a dedo

recordo Sebastião da Gama, sempre foi este o meu poema preferido
Contei os astros a dedo...

Agora que estou no fim,
tenho medo
de ter errado na conta.

... De enganar-me em 1, por ter
contado também a mim.

loving

porque a língua inglesa fica sempre bem

you're the loving smile, the one that is entirely devoted to others, especially that one person, you really can't get he out of your head, but then, you don´t really want to...

que o silêncio não perdure
Ninfa Linda

sofro por ti

peço-te que me arranques Deus deste mundo, desta loucura que sinto, porque é demais para mim, preme tu o gatilho e termina com esta dor profunda em que estou, nem eu mesmo sabia que amava assim, estranha forma que tu tens de me mostrar, na rua para onde olhe tudo me faz lembrar os bons momentos que tenho contigo, amo-te tanto que prefiro perder-te a magoar-te como dizes que faço, a envenenar-te como escreves, a matar-te lentamente como sentes, pois bem sou eu agora que não sei viver, pois é duro este sentimento sofrido que sinto, duro como o diamante, quero-te mas tenho medo que sejas tu que não me queiras, que não me perdoes, que não saibas já ouvir as minhas palavras tontas, que não consigas ver já os meus sorrisos idiotas, peço-te novamente perdão se te fiz sofrer, se te faço sofrer, pois já não sei viver, tenho no corpo marcas de ti e essas não irei nunca conseguir apagar, nem o tempo, esse ser há-de conseguir, pois sou eu também que não quero esquecer, tudo aquilo que de ti tenho em mim, tudo aquilo que tu tens de mim em ti, dizem que o amor é uma doença pois bem estou doente, e só tu podes ser a cura, ou perecerei a tenta-la encontrar...

domingo, maio 15, 2005

escrevo para não me perder

se não estou eu já perdido? dor é tudo o que sinto, uma imensa dor que me consome, que me faz arder o espirito, como se de uma imolação se tratasse, doi, volta a doer e eu não aguento, tenho medo de me perder para sempre, por isso te peço Deus faz-me tu perder, sem que eu de por isso, pois eu não consigo, por muito já passei mas assim nunca fiquei, já disse doi, doi muito, doi tanto, é tanta dor junta que não aguento, peço-te acaba com a dor para sempre, assim num apice, enquanto eu pisco os olhos, desafio-te de novo reles cobarde, enfrenta-me de uma vez, pois nada consigo fazer, o meu pensamento as minhas ideias vão só para um só lado, por isso despacha-te a acabar com a dor, antes que seja Eu a acabar, e tenho medo de ter de ser eu a faze-lo, recordo a primeira vez que te olhei, e juro nunca pensei vir a ser assim, recordo todos os momentos em que te toquei, todos os em que me apaixonei ainda mais, contruindo este amor Deus, este amor que agora tanto doi, e que eu não aguento, peço-te fecha-me os olhos... para eu te ver

sábado, maio 14, 2005

um dia passou e nada mudou, eu pior estou

mais um dia do resto da minha vida, mas não foi mais um simples dia, foi um dos mais tristes, um dos mais negros, um dos mais traiçoeiros, nunca pensei que fosse assim, e porque, volto eu a questionar,é dificil de mais, e suas palavras são duras, duras, diria mesmo pontiagudas que me ferem ainda mais o coração, sou assim tão pestilento, como de um veneno fosse, veneno é o amor que lentamente se apodera de nós, mas não nos mata, pelo contrário dá-nos vida, e esta só merece ser vivida com amor, então para que vivo eu? mas é um veneno tão mas tão bom, é um veneno positivo,intenso que nos entorpece, nos torna calmos, carinhosos, meigos, envenenemo-nos então aos dois numa doce ternura, de volta a sentir de novo o teu corpo no meu, a minha língua na tua, de volta sermos um só ser, anseio por ti...

meus olhos são água

não consigo mais peço-te Deus enfrenta-me, por que é mais forte do que eu, não aguento e agora que leio as suas palavras e sinto o seu perfume, sinto-me um farrapo, dá-me coragem para o passo final... "o meu amor por ti é como o céu, o mar, a terra é tudo do mais singelo e duradouro, o meu amor por ti é a chama da certeza que mais arde no meu ser... amo-te eternamente", "o amor é um festim do qual surgem momentos agradáveis que usufruimos com prazer, se o meu amor por ti fosse o mar, teriamos de nadar muito pois não haveria espaço para nós vivermos em terra...enquanto estiver contigo estarei realizada e quando estás longe, continuas a estar aqui, pois o meu amor por ti é tão intenso que nem o poder da distância o consegue desvanecer, lembra-te que te amo, e , por mais vezes que algo não corra bem temos de aprender a viver com isso, pois os bons momentos que passamos juntos não seriam gratificantes como são, se não os tivessemos merecido, amo-te mais que tudo"... Deus impedioso da-me a solução, o fim rápido por que doi tanto, mas tanto, que meus olhos não param de brotar água, e tenho medo Deus tanto medo, medo de me afogar...

olho e não me encontro
Ninfa Linda

triste assim sou eu

encontro-me igual ao dia, cinzento, enublado, assim estou eu, penso naquilo que tera corrido mal, de forma a compreender aquilo em que errei, penso, reflicto, torno a pensar e a conclusão nenhuma consigo chegar, só este sentimento absurdo e intoleravel me enche o corpo, deixa-me numa letargia ignóbil, nada consigo fazer, não me consigo perceber, só me apetece fechar os olhos para nada pensar, porque não consigo deixar de sentir medo, assim já eu não sei viver, o corpo não me obedece, eu tento , ordeno-lhe mas ele fica imóvel, é um pouco assim que me sinto uma estátua, terei eu acordado de um pesadelo, ou estou eu a sonhar, demasiado mau para ser verdade digo eu a mim próprio, queria acordar e perceber que era mesmo isso apenas um pesadelo, era tão fácil se não te amasse, não sentiria a dor que sinto agora meu Deus, queria perceber-te mas tu não me enfrentas, os pensamentos seguem-se uns atrás dos outros, temo que não tenha suficientes neurónios para tanta informação, pergunto-te então se mereço isto Deus, que fiz de tão errado para me abandonares, para passares a ser como todos os outros, mais um na multidão, quando sou eu agora que preciso mais da tua palavra, tento escrever sem por um ponto final, para que não seja eu a acabar esta nossa história... e por isso peço-te, exijo-te Deus que me ouças, tu recolhes-te nas tuas entranhas mais profundas , recusas-te a ouvir-me, pergunto-te eu se não sofri já o suficiente, se não sofro já o suficiente, então porque? porque razão me fazes sofrer ainda mais, diz-me Deus, envia-me um sinal, dá-me uma resposta, pois eu ando perdido e temo não me achar nunca mais, os caminhos não se mostram, como posso encontra-los eu...
desafio Deus a vir falar comigo

sem rumo

o meu espirito anda sem rumo, não sei o que fazer, para onde ir, por isso cada vez mais penso que nada aqui estou a ser, ontem quando fui era noite a lua estava pequena parece que alinhava em sintonia comigo, a sua luz eu não conseguia ver porque são os teus olhos Deus que me guiam na escuridão, e voltei hoje de novo para te perguntar, se já tens respostas para mim, tira-me desta dúvida, ou terei de ser eu a fazer isso, não sejas cobarde, enfrenta-me que eu te espero de peito aberto, hoje quando vim o sol queria-me sorrir mas eu sorrir não consigo, aquele meu sorriso de orelha a orelha desapareceu, e volto eu a perguntar, porque tu Deus não me das a resposta, pois enviaste-me como anjo da guarda e abandonaste-me a deriva sem destino, e agora que faço eu, que esperas que faça eu, que me afogue na imensidão de possibilidades, que me consuma na esperança de voltares ou que desista pura e simplesmente de tudo, já disse, volto a dize-lo estou a tua espera, desafio-te para discutires comigo, mas não tu viras-me as costas e deixas-me a falar sozinho, como se de um louco se tratasse, mas esqueces-te que de loucos todos temos um pouco, pensamentos sombrios invadem-me o espirito tremo so de os pensar, mas no fundo parecem ser eles a solução para tudo, e que simples que é, num segundo e já está, e aí, será que aí já me olhas de frente, me enfrentas olhos nos olhos, desafio-te para tal e não me fales com rancor pois isso é o que me deixa triste esse rancor com que me olhas, me falas como se nunca comigo tivesses falado, mas eu "vi-te como espelho da minha alma, vejo-te como um fogo que não acalma, vi-te como um amor interminavel, vejo-te como um amor inalcançavel, senti-te meu, sinto-te de alguém, mas que não sou eu, foste uma esperança, és uma lembrança, amo-te de verdade" e por isso agora "ando a toa na vida sem rumo, sem estrada, tenho a minha alma expremida, para ser feliz tenho a minha frente uma longa caminhada", "quando a esperança escapa-me pela mão, choro como uma criança, muitas vezes sem razão, tenho tudo a minha frente, mas olho para trás, viro as costas ao futuro e ao presente, vivo a reviver coisas más, preso ao passado, sufocando de dor, coração magoado com falta de amor"

sexta-feira, maio 13, 2005

porque a boca não falou o que o coração queria dizer

por entre razões que a própria razão desconhece é assim... num momento recebemos noutro tudo nos tiram, nada faz neste momento sentido, a vida essa coisa que tanto custa a passar se não tivermos um rumo um destino, um amor, mas eu tenho, ou tinha, ou talvez venha ainda a ter, é dificil de ser vivida, em toda a minha curta existência nada foi fácil, não espero facilidades daqui para a frente , muito pelo contrário, tudo o é agora muito mais dificil, e porque? pergunto eu irado a Deus, desafiando-o a discutir comigo, mas ele é cobarde e não me enfrenta, não me dá as respostas que eu quero, não me diz porque tem de ser assim, dizem que ele escreve certo por linhas tortas, mas as minhas tem sempre curvas e contra-curvas, em toda a minha vida existiram datas importantes, queria não recordar a de hoje, como se de um 12 viesse desde logo um 14, pergunto a mim mesmo se mereço isto, mas acredito cegamente que escrevemos o nosso destino, então onde foi que errei, em que vírgula me enganei para encontrar este ponto final, continuo a procura de justificações exijo-as a Deus, mas o cobarde infame não me responde, grito-lhe mas não obtenho resposta, olho para trás para o caminho percorrido , estudo-o cuidadosamente e não encontro o erro talvez seja esse o meu, o nosso erro procurar incessantemente por aquilo que não tem resposta, faço planos mas para que? a vida vive-se em cada hora, em cada minuto, em cada segundo, mas consegues tu resumir em minutos sentimentos, emoções, diz-me, responde-me Deus, exijo-to, sei que não sou perfeito, mas quem o é, o coração esse orgão que nos deixa viver não me deixa responder, porque a boca não falou o que ele queria dizer...